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Dia das Crianças: Conheça os criadores canal 3 Palavrinhas

Com mais de 4 milhões de inscritos e 3 bilhões de visualizações, o 3 Palavrinhas se tornou o maior canal infantil cristão do YouTube. Criado...

Dia das Crianças: Conheça os criadores canal 3 Palavrinhas

Com mais de 4 milhões de inscritos e 3 bilhões de visualizações, o 3 Palavrinhas se tornou o maior canal infantil cristão do YouTube. Criado há 7 anos, o conteúdo traz uma série de animações com os personagens Sarah, Davi e Miguel interpretando canções que não só marcaram gerações, mas que possuem valores alicerçados na Palavra de Deus.

Idealizado pelo casal Samuel e Ádila Mizrahy, o 3 Palavrinhas surgiu para “fazer uma conexão entre as gerações”. Além de levar a mensagem de Deus aos corações dos pequeninos, o projeto também se destaca pela inclusão social ao oferecer vídeos com tradução em Libras. Samuel e Ádila são pais de Vitor e Mel e congregam na Lagoinha Orlando Church, presidida pelo pastor André Valadão, nos Estados Unidos.

Ciente da responsabilidade de criar um filho em uma sociedade que, cada vez mais cedo, se aventura no universo online, eles falam da importância de os pais estarem atentos a tudo o que as crianças fazem no computador e no celular para que a tecnologia não se torne uma inimiga dentro de casa.

O que motivou a criação do projeto 3 Palavrinhas?

Estávamos em casa, dando banho no nosso filho Vitor e começamos a cantar a música do Sabão (De repente nos lembramos de outras tantas músicas que fizeram parte da nossa infância. Surgiu a ideia de gravarmos e fazermos um desenho. Daí pra frente, não paramos mais. Hoje o 3 Palavrinhas é uma ferramenta de evangelização e conexão geracional dentro das casas e igrejas.

Ele sempre foi pensado em um projeto para YouTube? Vocês chegaram a analisar a concorrência para criar o projeto?

Desde o começo, há 7 anos quando os DVDs ainda eram vendidos, escolhemos lançar o conteúdo no YouTube. Não foi uma estratégia de venda, pois naquela época nem sabíamos direito como era a questão de monetização da plataforma e, quando tudo se estruturou, já estávamos lá com muitos vídeos. Nossa concorrência naquele tempo era bem menor que hoje, mas ainda acho que tem espaço para mais conteúdos cristãos.

Pensando no que já existe no YouTube, como foi desenvolver cada etapa do projeto?

Nos inspiramos muito na Galinha Pintadinha para fazer o nosso projeto. Eles buscavam músicas do cancioneiro popular, nós escolhemos canções que fizeram parte da nossa infância na igreja. Eles são excelentes no que fazem e seguem nos inspirando. Primeiro gravamos as músicas depois construímos o roteiro de desenhos e, em seguida, a turma da animação começa a montar os filmes. A última etapa é planejar e executar o marketing dos lançamentos.

Por que optaram por gravar corinhos antigos ao invés de investirem em músicas próprias?

A ideia sempre foi fazer uma conexão entre as gerações. O consumo por memória afetiva pode ter sido uma das nossas estratégias para o projeto, mas nunca de forma intencional. Queríamos mesmo era ensinar nossos filhos as músicas que amávamos quando tínhamos a idade deles. Mas temos músicas próprias também, em cada volume tem uma ou duas canções nossas.

Quantas pessoas faziam parte da equipe no começo do projeto e quantas são agora?

No começo éramos eu e a minha esposa Ádila. Eu tinha a ideia, ela tinha a voz. Buscamos dois amigos queridos para ajudar na música (André Calore) e no desenho (Juliano Castro). Depois disso levamos para o Fred Valente e Leno Nepomuceno que investiram no nosso sonho e recentemente tivemos a alegria de ter o André Câmara como sócio em nosso projeto. Hoje a produtora Oinc Filmes conta com uma turma de gente que ama as crianças e cada detalhe de todos os nossos vídeos: Jaime, Raissa, Tacy, Sérgio, João, Lucas e Kojima.

Os filhos de vocês servem como termômetro para cada projeto?

Sempre! Nenhum vídeo vai para o público sem passar pela análise criteriosa deles. Por várias vezes meus filhos fizeram observações que mudaram totalmente nosso jeito de comunicar. Eles conseguem captar detalhes que passam despercebidos por nós adultos, mas são óbvios para o olhar da criança, seja no desenho, na animação ou ao linkar tudo à música. É impressionante! Eles também participam cantando em todas as músicas e dando sugestões em todo o processo. Eu acho muito bacana trazê-los eles participarem do projeto.

Quanto tempo leva para que cada episódio seja feito desde a ideia inicial até o produto final?

Nosso planejamento é sempre de um ano. Começamos nossa produção em novembro para lançar no próximo ano.

Qual a etapa mais difícil no projeto?

Todas. Desde a escolha do repertório, roteirização, gravação das músicas, animatic, desenhar, animar… Depois é pensar nas estratégias de lançamento, desenhar o plano de mídia… São muitos processos até que tudo esteja no ar, todos importantes e todos cheios de critérios. Nosso time é massa!

Já pensaram em desistir em algum momento?

Nunca! 3 Palavrinhas é nossa missão de vida. O que mais nos motiva são os testemunhos. Temos a plena consciência que todos os dias entramos nas casas de milhares de famílias anunciando as Boas Novas do Reino de Deus. Quando uma criança entende que Deus amou a cada uma delas, que deu Seu Filho Jesus para morrer e salvá-las, tudo faz sentido, nenhum esforço é grande demais.

Como a inclusão social é trabalhada no 3 Palavrinhas? Acredita que isso também tem um teor evangelístico em poder alcançar a todos?

O evangelho de Jesus é inclusivo, o Amor de Deus é para todos e nossa mensagem é assim também. Desde o primeiro volume, temos representatividade e, no esforço de alcançar a todos, temos legendas e tradução para Libras. Recentemente nos episódios do Mini trouxemos um vovô, uma cadeirante e um deficiente visual. Nosso trabalho continuará com espaço para todos que querem conhecer e viver o amor de Deus.

Como foi participar do Teleton em 2019?

Foi um convite que recebemos com muito carinho. Ficamos muito honrados em participar e investir numa causa tão nobre. Uma linda oportunidade também para mais pessoas conhecerem o 3 Palavrinhas e nossa mensagem.

Existe uma estratégia internacional?

Nossa estratégia é a mesma desde o primeiro vídeo. Atingimos 180 países e queremos que as crianças conheçam a Jesus e cantem do Seu poderoso amor. Como o produto e a mensagem são agradáveis às crianças e às famílias, o consumo é quase que automático. Para nós é uma grande responsabilidade saber que em tantos lugares nossa voz tem chegado levando a Palavra de Deus.

Como vocês acham que os pais devem iniciar a relação dos filhos com a tecnologia?

Com responsabilidade e limite. A gente tem a consciência que a internet é um lugar de extrema liberdade, isso nos preocupa muito, pois não é um ambiente seguro para o consumo de conteúdo para os pequenos. Há aplicativos de controle que auxiliam a monitorar os views e o tempo de uso. A tecnologia pode ser uma grande aliada na educação e na construção dos nossos filhos se bem direcionada e filtrada , mas pode ser sim uma grande rival caso não haja controle.

Existe uma idade certa para o celular e a internet?

Quanto mais tarde melhor. A velocidade da informação atual é extremamente mais rápida do que quando eu era criança. As crianças de hoje já nasceram em um tempo digitalizado, entendem e vivem a tecnologia de uma forma natural, diferente da gente. Dependendo da idade, privar completamente pode ser prejudicial. Você pode controlar em casa, mas os amigos podem ter telefone e acesso a internet. O controle, o diálogo e o limite sempre serão parceiros numa relação saudável.

Como pontuar o que é e não é apropriado?

Toda família precisa de 5 coisas: proteção, provisão, direção, amor e disciplina. Eu sei que isso é um desafio que nós pais temos, mas se não formos intencionais nesse sentido, há um grande risco de perdermos as rédeas da construção de vida dos nossos filhos. Uma vez que eles têm a informação que vem de dentro de casa, qualquer ameaça de desconstrução vai passar pela análise dessas 5 coisas que eles recebem.

A cada ano temos uma nova ameaça online contra as nossas crianças. Tivemos a Baleia Azul, a Momo e o Homem Pateta. Como proteger nossos filhos desses perigos virtuais?

Quanto mais próximos estivermos dos nossos filhos, mais fácil será corrigirmos rotas e orientá-los quanto a esse tipo de consumo. Privá-los ao acesso total é uma estratégia, mas em algum momento eles irão conhecer e questionar. Por outro lado estamos criando ambientes seguros para eles. Recentemente lançamos um clube de assinatura. Com o app, os pais têm a segurança que os filhos terão acesso apenas ao nosso conteúdo e as crianças têm sua inocência preservada.

Qual é a melhor forma de solucionar um conflito de gerações?

Tem uma música do Marcelo D2 que diz “Eu me desenvolvo e evoluo com meu filho /Eu me desenvolvo e evoluo com meu pai”. A melhor forma de evitar qualquer conflito geracional é quando achamos a oportunidade de nos complementar no outro. Falando de 3 Palavrinhas, um dos pontos que temos é exatamente esse, fazer com que os pais se conectem com sua infância e tenham a oportunidade de dar aos filhos um pouco da sua experiência de vida. Ao mesmo tempo é importante ouvir e entender o que as crianças comunicam em tempos atuais, o que elas gostam e se envolver, brincar junto, ler junto, ver filmes juntos, estar perto, ser parte mesmo do dia a dia deles.

Até que ponto o espaço virtual das crianças e adolescentes deve ser respeitado?

Pra mim, nenhuma privacidade para quem está em construção, alguma “privacidade vigiada” para quem já tem algum senso de responsabilidade e toda privacidade para quem entende os limites. Cada etapa da vida precisa ser levada em consideração. Mateus 6:22, nos diz que “os olhos são a janela do corpo, se seus olhos forem bons todo seu corpo será cheio de Luz, mas se seus olhos forem maus, seu corpo será cheio de trevas”. É preciso ter cuidado com o que colocamos diante dos nossos olhos. As crianças precisam aprender a escolher bem o que querem ver: luz ou trevas. São os pais e responsáveis que ensinam isso para elas. Toda relação de pais e filhos precisa desse amor e respeito.

O ano de 2020 foi muito atípico. Como trabalhar as relações familiares na quarentena?

2020 nos ajudou a olhar para dentro da gente e para dentro de casa. Um tempo de incerteza que nos empurrou para confiar ainda mais que se Deus é Soberano, Ele vai cuidar. Uma coisa interessante que aconteceu aqui em casa foi pela primeira vez ter a oportunidade de servir a ceia do Senhor para minha família. Nós, que passamos a vida toda dentro da igreja, nunca tivemos a oportunidade de viver isso em família. Tudo vai depender da ótica. Para quem gosta de ver o copo cheio, a quarentena tem sido um tempo maravilhoso para apertar laços familiares, restabelecer valores e reconstruir pontes dentro de casa.

Qual a opinião de vocês sobre os youtubers Felipe e Luccas Neto?

Acho que os irmãos Neto souberam aproveitar muito bem o timming para se comunicar com as crianças. Mas na construção dos personagens, em algum momento, eles misturaram o comunicador de adultos com o comunicador de crianças. Para mim, ficou perigoso quando foi oferecido aos pequenos alguns termos e cacoetes, que poderiam ser “normais” para adultos, mas não para crianças. Mas sempre foi assim. Hoje são os irmãos Neto, há 30 anos víamos crianças dançando Boquinha da Garrafa no Show da Xuxa. Os tempos mudam, mas as investidas não. Eu acho que toda sexualização precoce é horrível, pois abrevia o tempo mais precioso para um ser humano que é sua infância.

Quais os futuros projetos do 3 Palavrinhas?

Temos muitos projetos. Vamos começar agora o volume 7, a terceira temporada do Mini e muitas outras surpresas. Há também muitos sonhos. Queremos ver brinquedos, livros e outras línguas cantando que Deus é Amor.

Fonte: Pleno News

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