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Executivo relembra desafios e sucessos em carreira no gospel

Executivo relembra desafios e sucessos em carreira no gospel

Quem assistiu a um dos milhares de shows live realizados durante esta quarentena não imagina o trabalho e a quantidade de pessoas que estão por trás da produção, mesmo que no momento da gravação hajam poucas atuando. Como forma de diminuir a aglomeração, as equipes de produção passaram a ser enxutas.

O executivo de marketing Paulo Alberto Moura Nascimento, da Unicesumar, entende qual é o processo de produção de uma live. A instituição de ensino já patrocinou 24 transmissões nesta pandemia e Nascimento esteve por trás de cada uma delas.

Ele conversou com o Pleno.News sobre esse desafio, mas também relembrou seus aprendizados de 14 anos no mercado cristão, o relacionamento com artistas, atuação no marketing e na instituição.

Como foi que você começou a trabalhar com o meio gospel? Já era um desejo antigo?
O meu contato direto com a música gospel foi quando mudei para Curitiba em 2004 e fui trabalhar como gerente de uma loja de artigos evangélicos. O proprietário tinha uma parceria com uma rádio gospel e um programa lá. Como tínhamos muito contato com artistas, comecei a ter contato com escritórios de artistas e assim foi o começo.
Dois anos depois, em 2006, eu abri a minha empresa de assessoria e marketing Crativum para prestar serviços a vários cantores, como Elaine de Jesus, Lydia Moisés, Suellen Lima, Fernanda Brum… Eu sempre gostei de música, acompanhei e sempre tive atenção ao mercado mesmo como consumidor e fã. Eu saí da posição apenas de apreciador para um apreciador profissional.

Por que a Unicesumar se interessou em promover e patrocinar apresentações da música gospel?
Conhecendo a instituição, eu acho que o fato deles se aproximarem tanto do meio gospel é até pela mensagem que a Unicesumar carrega. Antes mesmo da pandemia e voltar os olhos a esse tipo de apoio, a faculdade já fazia ações que valorizavam a mensagem de fé, positividade, esperança. A Unicesumar sempre trabalhou com ações sociais, sempre teve um olhar atento a essa responsabilidade social. E com a chegada da pandemia era muito pertinente a gente poder apoiar os artistas, os ministros e o mercado a fim de realizarem suas atividades e tivemos, consequentemente, uma visibilidade nacional. Temos uma meta de chegarmos em 30 lives e já fizemos 24.

Como é o desafio de ser o único responsável por estas parcerias na instituição?
Para mim foi uma honra muito grande poder ser o escolhido para ser o responsável por transitar todo o projeto gospel dentro da empresa. Eu sempre soube que tive meu trabalho observado pela vice-presidência, pelo diretor de Marketing, Tiago Stachon. Quando eu recebi os dois prêmios nacionais como melhor profissional no Troféu de Ouro de 2015 e 2016 e indicado para produzir o festival Novas Promessas da Globo Paraná, eu tinha a certeza de que ele acreditava naquilo que eu fazia. Inclusive essa participação também me rendeu um prêmio.

Houve dificuldade no início?
Para mim, o maior desafio é que existe um relacionamento pessoal e o profissional com vários artistas. O desafio foi fazer o mapeamento estratégico das ações e mostrar para a instituição o que era ganho de marca.

O que aprendeu depois de 14 anos trabalhando no meio gospel?
Eu aprendi muito e, muitas vezes, errando. Mas aprendi dando o meu melhor e fazendo sempre uma leitura das situações. Quando não recebia o que esperava, era uma frustração, mas me ajudou a crescer como pessoa e como profissional. No meio gospel, a gente nunca pode depender do trabalho em si, mas a gente tem que saber colaborar. Eu acredito no que eu estou fazendo e tenho plena convicção naquilo que eu lançar, realizar, vou fazer porque acredito que pode dar certo. Na minha caminhada, estive muito tempo nos bastidores de grandes produções e sempre pautado na idoneidade, respeito. A gente sempre precisa manter os pés no chão, o coração aberto para receber feedbacks. O que eu guardaria como lição é que a gente sempre precisa estar disposto a servir.

Nesta pandemia, muitas lives foram realizadas, entre elas apresentações da música gospel que a Unicesumar patrocinou. Como é o desafio de uma live? Pode explicar como é a empreitada para quem não conhece?
Não é só chegar e apertar o botão de transmitir. Muitos artistas trabalharam com o storytelling, ou seja, contar uma história na apresentação, trabalharam um conceito de cenário, capricharam na iluminação, procuraram excelência na captação de imagem, uma boa captação de áudio e mixagem. Para fazer uma live exige muito mais do que o artista decidir (fazer). Existe uma equipe de roteiro, de produção. É uma gravação de DVD transmitida ao vivo. Muitos artistas foram pegos no susto com a guinada que o mercado deu, alguns não estavam preparados e não sabiam como funcionava fazer isso pelo YouTube, por exemplo. Para quem ainda não fez, pesquise para entender como funciona, mas faça.

Fonte: Pleno News

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